Super-Homem: Paz na Terra

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É natal e, ao ajudar nos preparativos da festa, o Homem de Aço encontra uma adolescente fraca e desnutrida. Esse é o ponto de partida para ele se engajar num trabalho que pode ser grande demais até mesmo para o Super-Homem: acabar com a fome.

Levando alimentos para os mais diversos países do planeta, ele verá que sua tarefa pode ser mais complicada do que pensou, e suas ações provocarão respostas diferentes em cada lugar que chegar.

Lançado nos Estados Unidos em 1998, e no Brasil em 1999, Super-Homem – Paz na Terra é uma edição luxuosa no formato 24,5 x 34 cm, feita como parte das comemorações dos 60 anos de criação do Homem de Aço. E, como tal, traz mensagens e simbolismos diferentes do que se costuma ver na série mensal do personagem.

Você já viu o Super-Homem lutando contra monstros, alienígenas e robôs, mas sempre surgia a pergunta: por que não atacar as verdadeiras mazelas do mundo?

Fome, guerra, corrupção, violência e desigualdade social são terríveis problemas que a humanidade não consegue resolver e, infelizmente, por causa do próprio homem. Nesta edição, o leitor encontrará uma resposta para esse questionamento.

Esqueça as grandes sagas, com reviravoltas mirabolantes. A trama é mais pessoal, narrada em primeira pessoa pelo próprio Homem de Aço, e com o objetivo de passar uma mensagem bastante clara e direta: não se pode depender de alguém.

Uma única pessoa não pode resolver tudo, ainda mais quando se trata de assunto tão delicado. Seja ele um super-herói com capa vermelha, o presidente de seu país, o prefeito de sua cidade ou o síndico de seu prédio, sentar e deixar que resolvam as coisas por você jamais funcionará, se não houver a ajuda de todos os demais.

Essa pessoa, retratada aqui como o Super-Homem, serve para aquilo que realmente deve servir: uma fonte de inspiração para a própria humanidade, dar o exemplo e esperar que mais se juntem a ele.

Além disso, as críticas são evidentes, como a má distribuição de riquezas, retratadas desde pessoas com boa condição que evitam mendigos nas ruas até ditadores que deixam seu povo na penúria para manter o controle. Outra é voltada aos países do primeiro mundo, que produzem mais do que gastam e, mesmo assim, desperdiçam todo esse alimento extra em vez de ajudar quem não tem o que comer.

Algumas das passagens são emblemáticas, como o herói chegando ao Rio de Janeiro com o Cristo Redentor ao fundo – traçando um óbvio paralelo visual entre as duas figuras -; e a cena final, na qual o Super-Homem sai de cena e Clark Kent começa a fazer a sua parte ao passar adiante o conhecimento que seu pai o ensinou.

Essa história de conscientização e cunho social é uma bela fábula sobre esperança e idealismo.

Por se tratar de um assunto tão delicado, o trabalho dos autores foi muito bem realizado. Paul Dini produziu um texto enxuto e em nenhum momento se perde na narração. Já a realista arte de Alex Ross dá credibilidade à trama e reforça sua mensagem.

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